O que vale uma vida?

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Foto da Matthew Henry do Burst

 

Em Brasília, outro dia, eu presenciei uma ação dos bombeiros em um espetáculo impressionante, digno de filmes hollywoodianos. Um carro colidiu com outro veículo na W3 sul, na altura da 510 sul. Rapidamente foi detectado que a vítima do acidente estava entre a vida e a morte, presa nas ferragens.

Em poucos minutos, uma operação de guerra se formou. Carros da Polícia rodoviária chegaram em seguida e controlavam o trânsito dos pedestres e dos ônibus e outros meios de transporte na área, a fim de permitir que o helicóptero pousasse no meio daquele movimentava avenida cheia de árvores e pessoas circulando.

Impressionante a ação dos bombeiros para salvar aquela única vida em risco. Foi um ato heróico, correto, prova de um verdadeiro amor a pátria e ao próximo. Com todos os méritos que se deve dar a todos envolvidos naquele salvamento.

Mas esse momento gerou uma reflexão muito forte entre o tratamento da polícia em casos de homicídios, em casos de violência doméstica e o tratamento do bombeiro ou dos médicos em hospitais. Por que o bombeiro e os médicos e enfermeiros fazem de tudo e quase o impossível para salvar uma vida? E a polícia não?  E em especial em situações onde o crime ainda não aconteceu e vai acontecer?

Veja no assassinato da advogada no Paraná que foi jogada do quarto andar. Quantos minutos, quantas horas a mais tiveram para salvar aquela vida? Quantos vizinhos estavam acordados e foram testemunha ocular da violência que levou aquele crime que estava para acontecer? E não venha me dizer que não tinha nenhuma, pois muitas pessoas telefonaram para a polícia quando ouviram as discussões e depois quando viram o corpo de uma mulher na calçada no meio da madrugada.

Além desses casos eminentes de uma morte que está para acontecer. E os casos de violência doméstica onde vemos relatos de mulheres que reportam seu agressor ou agressora muitas vezes antes do golpe fatal, a resposta que tem é que somente quando algo sério acontecer  poderão tomar uma atitude.

Por que nossos agentes públicos e a legislação são feitas para ter efeito após o acontecido e não antes? Por que não podemos prevenir, pois nesses casos não temos como remediar.

By: Luciana Oliveira, contadora na empresa Ask accountants and consultancy e empresária no Reino Unido

 

 


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