Furacão Lane causa estragos no Havaí

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Vôos cancelados, turistas ilhados e um país inundado. O Havaí está agora “no meio” do Furacão Lane.

O furacão Lane vem perdendo forças mas continua causando estragos no Havaí.

O furacão Lane trouxe chuvas fortes e houve vários deslizamentos de terra, bloqueando as estradas na ilha Big Island, na quinta-feira, enquanto moradores e turistas se preparavam para a perigosa tempestade que estava por vir.

Equipes de emergência resgataram cinco pessoas de uma casa inundada em Hilo depois que um desfiladeiro próximo transbordou, disse o diretor-gerente do Condado de Hawaii, Wil Okabe. Eles não ficaram feridos e foram levados para um local seguro, ele disse.

Na ilha mais populosa do estado, que fica a cerca de 320 quilômetros ao norte da Ilha Grande, os funcionários do resort Sheraton Waikiki encheram sacos de areia para proteger o hotel à beira-mar.

As lojas ao longo da vistosa Avenida Kalakaua, em Waikiki, empilhavam sacos de areia para se preparar para chuvas fortes e inundações repentinas.

O furacão Lane, que ainda estava no mar, já atingiu a Ilha Grande com quase 20 polegadas de chuva em quase 24 horas e estava se aproximando, colocando Maui no meio da tempestade, segundo os meteorologistas.

A tempestade enfraqueceu caindo para a categoria 3, mas ainda pode causar grandes danos, com ventos de 120 mph. Os meteorologistas disseram que a chuva “excessiva” continuará sobre a ilha no fim de semana e que os avisos de furacões continuam em vigor para o Havaí, Maui e Oahu.

O centro do furacão Lane foi registrado pela última vez a cerca de 260 milhas ao sul de Honolulu, com ventos chegando a 125 mph. A tempestade em si está se movendo a apenas 10 km / h, o que os meteorologistas alertam que pode aumentar o risco de “inundações e deslizamentos de terra ” nas ilhas. Algumas áreas podem ver até 30 polegadas de chuva.

“A chuva não deu trégua na última meia hora, e os ventos estão ficando mais fortes”, disse Pablo Akira Beimler, que mora na costa de Honokaa, na Ilha Grande.

A estrada para Hilo foi interditada devido a deslizamentos de terra. “O furacão Lane ainda é uma tempestade perigosa e poderosa”, disse o havaiano Gov Dave Ige em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. O prefeito de Honolulu, Kirk Caldwell, também avisou que Lane era “larga e muito úmida” e “ficaria por perto”.

Oahu disparou um alerta às 16h de quinta-feira para que as pessoas procurassem um abrigo seguro antes de anoitecer e ônibus foram disponibilizados para transportar as pessoas para locais seguros.

Algumas companhias aéreas também começaram a cancelar vôos. A companhia aérea United Airlines colocou dois vôos adicionais de Honolulu a São Francisco na quinta-feira para ajudar a transportar pessoas das ilhas.

A Hawaiian Airlines decidiu cancelar todos os vôos de sexta-feira. Foram cancelados os vôos de Ohana para os aeroportos de Kapalua e Lanai na quinta-feira. A United Airlines também está tomando medidas para garantir a segurança de seu hangar no Aeroporto Daniel K. Inouye, em Honolulu.

Embora não tenha havido nenhum ferido, dois campistas ficaram presos em um vale do Havaí devido às fortes chuvas. O diretor-gerente do Condado do Havaí, Wil Okabe, disse que os campistas pediram para relatar que ficaram presos na quarta-feira no vale de Waipio, na costa norte da Ilha Grande.

As equipes de resgate não puderam contatar os campistas desde então por causa do fraco sinal nas linhas de celulares na área. E as equipes não podem resgatar os acampados por causa dos deslizamentos de terra e rios de chuva que bloqueiam as estradas.

Chuvas e enchentes estão ocorrendo no leste do Havaí, enquanto o furacão Lane diminui a velocidade e Okabe disse que a costa sul da Ilha Grande estava tendo ondas de 31 pés à medida que a tempestade se aproximava.

Meteorologistas revelaram na madrugada de quinta-feira que o furacão Lane havia mudado de direção e se aproximava do Havaí.

Steve Goldstein, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, disse em entrevista coletiva na quinta-feira que o furacão Lane deve atingir a Ilha Grande antes de seguir para Maui e Oahu.

As autoridades federais disseram que estavam preparadas para ajudar as pessoas nas ilhas. Brad Kieserman, da Cruz Vermelha, disse que havia 16 abrigos de emergência abertos e que já havia 283 pessoas neles.

Navios da Marinha dos EUA e submarinos baseados no Havaí também foram instruídos a deixar o porto para evitar danos.

Todos os navios que não estavam em manutenção foram colocados à disposição para ajudar se necessário.

As aeronaves da Marinha serão mantidas em hangares ou levadas para outros campos de pouso para evitar a tempestade.

Ao contrário da Flórida ou do Texas, onde os moradores podem entrar em seus carros e dirigir centenas de quilômetros para fugir e buscar um local seguro,  as pessoas no Havaí ficam confinadas às ilhas e não conseguem superar os ventos fortes e a chuva torrencial.

Em vez disso, eles devem ficar no local e garantir que tenham suprimentos suficientes para aguentar por mais tempo com falta de energia e outras emergências.

O governo havaiano começou a posicionar geradores e outras ajudas no Havaí bem antes da chegada do furacão Lane.

O administrador da FEMA, Brock Long, disse na quinta-feira que os suprimentos chegaram ao Havaí depois que um vulcão entrou em erupção.

Depois que o furacão Maria atingiu Porto Rico no ano passado, um relatório da FEMA observou que um de seus principais problemas era não ter geradores e outras ajudas de emergência suficientes na ilha antes da tempestade.

Em resposta, os funcionários armazenaram esses itens em áreas de difícil acesso, como o Havaí e o Alasca.

A FEMA diz que a agência também estava conversando com mercearias para garantir que elas estivessem abastecidas de alimentos.

Abrigos abriram quarta-feira na Ilha Grande e nas ilhas de Maui, Molokai e Lanai.

As autoridades também estavam trabalhando para ajudar os moradores de rua do Havaí, muitos dos quais vivem perto de praias e córregos que poderiam inundar.

O administrador da Agência de Administração de Emergências do Havaí, Tom Travis, disse que não há espaço suficiente para todos em abrigos e aconselhou as pessoas que não estavam em zonas de inundação a ficar em casa.

As autoridades também alertaram que os abrigos não foram projetados para resistir a ventos superiores a 40 km e que por isso para a maioria das pessoas, eles deveriam ser o “último recurso”.

As escolas públicas foram fechadas e os funcionários do governo local foram orientados a ficar em casa, a menos que sejam funcionários essenciais.

O Pacífico central recebe menos furacões do que outras regiões, com apenas quatro ou cinco tempestades registradas por ano. O Havaí raramente é atingido. A última grande tempestade a atingir foi Iniki em 1992.

 


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